Acima da média nacional, vendas de caminhões em 2019 crescem mais de 50% em MT

Canal Rural - 04/06/2019
Por Luiz Patroni

Entre janeiro e maio deste ano, as vendas de caminhões saltaram quase 47% no Brasil se comparadas com mesmo período de 2018. Foram 39.063 unidades contra 26.607 nos cinco primeiros meses do ano passado. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (FENABRAVE), o aumento foi puxado pela renovação da frota dos transportadores e também pela demanda do agronegócio, alavancada após o tabelamento do frete.

Em Mato Grosso, principal estado produtor de grãos do país, o salto das vendas foi ainda mais expressivo que o desempenho nacional: 51,7%. Foram 1.698 caminhões, 597 a mais que o registrado entre janeiro e maio de 2018. Vale lembrar que estes números são baseados nos emplacamentos e entregas realizados no período. Ou seja, muitas destas negociações foram fechadas há vários meses, mas só agora são contabilizadas.

De acordo com a diretoria da Fenabrave em Mato Grosso, assim como em escala nacional, o melhor resultado é reflexo da retomada da renovação da frota das transportadoras (que desde 2015 mostrava-se estagnada), e também do maior interesse de produtores rurais e grandes empresas do agronegócio em montar frotas próprias, numa tentativa de escapar dos impactos causados pelo tabelamento do frete.

Wilson Araújo gerente de vendas da AutoSueco

Para o agricultor Jamil Castro, no entanto, a estratégia de comprar caminhões para o escoamento da própria safra nem sempre surte o efeito esperado. Além de produtor de soja e milho, ele também tem uma pequena transportadora em Sinop, médio-norte de Mato Grosso. No fim do ano passado, Castro adquiriu um caminhão novo, com foco no transporte da própria produção. Porém, ao analisar as contas, percebeu que seria “mais jogo” incorporar o veículo à frota de sua transportadora, ao invés de utilizá-lo para transportar os próprios grãos.

Na opinião dele, ainda é mais vantajoso terceirizar o serviço do que assumi-lo de vez, já que seria necessário um investimento pesado para montar a estrutura “exigida” para dar conta do recado: escoar a própria produção e “buscar” os insumos que necessários para a sua lavoura. A estratégia adotada então, segundo o agricultor, foi manter as duas atividades separadas: para a agricultura, busca serviço terceirizado para o transporte. Na transportadora, atende à demanda de terceiros.

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