Nada de Amazon: Magazine Luiza se inspira na chinesa WeChat

Exame - 22/02/2019

"Não é porque a Amazon tem o serviço Prime que também temos que fazer", afirmou o presidente do Magazine, ao falar de planos de um super aplicativo

Gigante do e-commerce da Índia faz parceria com plataforma de logística e transportes Blockchain

Magazine Luiza: o embrião da cultura digital surgiu há mais de uma década (Germano Lüders/EXAME)

Depois de empreender uma transformação digital e crescer 35% em 2018, o Magazine Luiza tem novos planos agressivos. A empresa quer criar um super aplicativo, que sirva para compras a pagamentos e que seja usado diversas vezes por dia.

A inspiração vem da China, que tem aplicativos como o WeChat, da Tencent, e o Taobao, do Alibaba, usados para conversar, fazer pagamentos, pedir um táxi, entre outros. “A ideia é que o usuário consiga fazer tudo no app. Claro, vamos demorar anos para chegar lá, mas estamos com iniciativas para aumentar o uso do app”, afirmou Frederico Trajano, presidente do Magazine Luiza, em teleconferência com analistas e investidores.

A ideia é oferecer novos serviços e vantagens sem cobrar assinatura – as compras pelo app já têm o frete grátis. A Amazon, a gigante que inspira varejistas por todo o mundo, cobra um valor anual para oferecer frete grátis e acesso a serviços como streaming de conteúdo.

No entanto, não é esse modelo que o Magazine quer seguir. “Não é porque a Amazon tem o serviço Prime que também temos que fazer”, afirmou o presidente. De acordo com ele, o brasileiro tem capacidade de pagamento menor que o norte-americano e, por isso, o modelo de assinatura paga não funcionaria no país.

Atualmente, o aplicativo do Magazine Luiza tem 6 milhões de usuários ativos, que fizeram compras no último mês. Esse é um número expressivo, 140% superior ao de um ano atrás. Porém, ainda é comum que as pessoas desinstalem o aplicativo após uma compra. Para manter os usuários dentro do aplicativo, a empresa está aumentando o número de serviços e produtos da plataforma.

Eletrodomésticos, que eram o foco do Magazine, não são produtos comprados com muita frequência. Por isso, a empresa está investindo em moda e alimentação, itens que são comprados com maior regularidade.

Outra frente de trabalho é trazer os 4,2 milhões de portadores de um cartão Luiza para dentro do aplicativo. “Temos muitos clientes ativos, mas que usam pouco esse cartão no meio digital”, disse o presidente.

Fale conosco!

Tem alguma pergunta? nos envie uma mensagem.