O consumidor hiperconectado: sua marca está preparada?

EM Embalagem Marca - 28 de novembro de 2018

Por Fabiana Wu* Artigo publicado na revista EM+ 8

Tecnologia dá às marcas a possibilidade de explorar, através das embalagens, conteúdos ainda não explorados

Fabiana Wu é gerente de desenvolvimento de negócios América Latina da Avery Dennison, empresa global de ciência em materiais, especializada no design e na produção de materiais funcionais e para rotulagem.

O comportamento do consumidor se transformou rápido e completamente. Ele está cada vez mais exigente, dinâmico, super bem informado e conectado. Compreender essa evolução é fundamental para saber atender às suas expectativas e assim, manter-se vivo no mercado, seja ele qual for. Vamos lá: não faz tanto tempo, uma pessoa interessada em determinado produto aceitava andar por horas para conhecê-lo de perto e comprá-lo.

Com o grande aumento do número de marcas e a evolução dos hipermercados e, mais recentemente, a proliferação dos mini mercados para compra por conveniência, a decisão dos consumidores muitas vezes se dá direto no ponto de venda, local cada vez mais disputado. É preciso se diferenciar ali, no momento da compra, para se manter relevante e, com isso, conquistar a preferência do consumidor.

A vontade de obter informações, saber a origem dos artigos ou serviços, opção de cores, formatos e performance – que sempre existiu – foi potencializada por um ambiente muito mais convidativo. Com a evolução da internet, dos smartphones, dos sistemas de busca e das redes sociais, a pessoa consegue identificar uma necessidade, pesquisar sobre ela, saber a opinião de outros usuários e adquiri-la em poucos minutos, ou até segundos. Eis que surge o novo consumidor: hiperconectado, ele quer acessar o maior número de conteúdos possível.

Seguindo essa tendência de comportamento no ambiente online, é preciso modernizar o off-line. As marcas, para continuar a atrair a atenção e a preferência dos consumidores, devem disponibilizar o máximo de conteúdos sobre determinado produto, isso de forma criativa e, principalmente, interativa!

Etiquetas de RFID podem trazer ao consumidor hiperconectado informações e conteúdos multimídia capazes de alavancar o potencial comercial das marcas

Facilidade, transparência, entretenimento e conectividade. O consumidor quer pegar um produto e ter acesso a todas as informações sobre ele – origem, produção, cores indicadas, tamanhos disponíveis, etc. – isso de forma leve e intuitiva. É aqui que a internet das coisas começa a fazer sentido. Ao adotar tecnologias que possibilitam essas vivências, como a RFID (Identificação por Radiofrequência) e a NFC (Near Field Communication), as marcas podem se conectar com os consumidores de forma personalizada e transparente, tudo isso pela embalagem do produto, fornecendo a eles conteúdos relevantes e uma experiência de consumo aprimorada.

Por meio de uma etiqueta de RFID ou NFC, é possível oferecer uma grande variedade de informações e conteúdos multimídia sobre um determinado produto. Materiais de campanha, dados sobre a origem e fabricação, tutoriais para a sua melhor utilização, opções de cores, formatos e sabores, entre outras informações que façam sentido e que ajudem a entregar o tão almejado storytelling para o consumidor.

As experiências podem ser as mais variadas possíveis. Rápidas e eficientes ou personalizadas e assistidas, isso depende do perfil de cada marca e consumidor. Mas uma coisa é certa: o valor comercial é exponencial! Ao escolherem o que, como e quando comprar e se engajar com determinada empresa, os consumidores possibilitam a ela maximizar sua força de trabalho e capturar novos conjuntos de dados informativos que continuam a melhorar a personalização oferecida a cada cliente.

Nesse cenário, ganhará aquele que sair na frente e oferecer este novo universo de consumo.

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