Venda de caminhões cresce acima da média nacional em MT

Não há dúvidas de que 2018 tem sido um ano bom para as fábricas e as revendas de caminhões. Depois de dar sinais de recuperação no último trimestre do ano passado, o ritmo do mercado se manteve aquecido e há quem diga que possa entrar em ebulição nos próximos meses.

Entre junho e julho, as vendas de caminhões saltaram 16% no Brasil. Já no acumulado do ano, o crescimento chega a 50%. Quando analisados sob uma ótica mais regionalizada, os números que revelam o bom momento do setor também apontam para um desempenho ainda mais expressivo em Mato Grosso, onde o salto das vendas em julho foi de 31% sobre junho. Já no acumulado janeiro-julho, o crescimento chega a 57%. Em ambos os casos, avanços acima da média nacional.

Os dados são da Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores (Fenabrave), que atribui a melhora dos resultados a pelo menos dois fatores: o primeiro é a retomada da renovação de parte das frotas das transportadoras, investimento que ficou estagnado nos últimos 3 anos e o segundo seria o aumento da demanda que vem do campo, impulsionada pelo tabelamento do valor do frete. Com receio de ver os custos do transporte subirem consideravelmente, agricultores e grandes empresas do segmento têm marcado mais presença nas revendas e ajudado a movimentar ainda mais o setor.

Responsável pelo segmento de caminhões na Fenabrave em Mato Grosso, Wilson Araújo lembra que os números divulgados recentemente ainda não levam em consideração o aumento da demanda “pós-tabelamento do frete”. É que o balanço mensal contabiliza a quantidade de veículos emplacados no período e não aqueles que foram faturados (efetivamente vendidos). Isso significa que os negócios fechados mais recentemente só aparecerão nos balanços dos próximos meses, quando os clientes receberem os caminhões e os emplacarem (normalmente o emplacamento é feito na própria revenda).

Aliás, quem compra um caminhão hoje tem que ter paciência para pegar a chave. O tempo mínimo de espera gira em torno de 4 meses. A demora enfatiza como o setor foi “pego – positivamente – de surpresa” este ano, já que as fábricas não estavam programadas para produzir no ritmo da demanda atual. O motivo é óbvio: após anos operando “no vermelho”, nenhuma indústria arriscaria colocar carga máxima na linha de produção sem ter a certeza de que a demanda daria conta da oferta.

No entanto, a espera não têm afastado os clientes, segundo Araújo, o que reforça a expectativa para os meses restantes do ano. Otimismo também alimentado pela forte demanda do campo. Agricultores que ainda não tem caminhão, começaram a buscar informações sobre as linhas de crédito para este investimento. Aqueles que já possuem um ou dois veículos na fazenda, têm procurado as revendas para cotar novas unidades. Assim como as grandes empresas do setor, que dão sinais claros de que vão montar ou ampliar a frota própria. “Tem grupo que já comprou 100 caminhões este ano! Outros, já pediram orçamento para comprar até 3 vezes mais que isso”, revela o representante da Fenabrave-MT.

Confira, abaixo, outros trechos da entrevista de Wilson Araújo ao Canal Rural Mato Grosso:

Renovação Frota

Perspectiva Segundo Semestre

Tabelamento Frete

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